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Uso prolongado do celular com braço dobrado pode causar lesões; entenda


Você já ficou por muitas vezes no celular enquanto estava deitado e depois sentiu dores nos braços? Essa sensação é comum, mas pode causar um problema sério nos músculos.

Em entrevista nesta sexta-feira (16) para a CNN Brasil, o ortopedista e traumatologista Rodrigo Nascimento afirma que permanecer por longos períodos com o cotovelo dobrado ou apoiado em superfícies rígidas gera uma sobrecarga contínua sobre músculos, tendões e nervos.

O paciente muitas vezes percebe primeiro aquele formigamento no dedo mínimo ou no anelar e acaba ignorando. O problema é quando isso começa a acontecer com frequência, principalmente à noite, ou passa a vir acompanhado de dormência e perda de força.

Rodrigo Nascimento, ortopedista

Segundo o especialista, a estrutura mais afetada nessa posição é o nervo ulnar, que passa pela parte interna do cotovelo. Quando comprimido, ele pode comprometer a sensibilidade e a mobilidade da mão, podendo evoluir de um desconforto temporário para a perda de força na realização de tarefas simples.

“O celular não deve ser tratado como um vilão isolado. O que merece atenção é a forma como utilizamos o aparelho”, conclui.

O especialista ressalta que sinais persistentes não devem ser encarados como uma consequência da rotina digital e sim como um fator de alerta.

Cuidados diários

Para interromper esse ciclo antes que quadros avançados exijam intervenções sérias, o ortopedista recomenda a adoção diária de hábitos simples de prevenção:

  • Fazer pausas periódicas durante o uso prolongado;
  • Evitar manter o cotovelo excessivamente dobrado ou apoiado em superfícies duras;
  • Alternar a mão que segura o celular e variar a postura do corpo ao longo do dia;
  • Investigar imediatamente qualquer formigamento, dormência ou perda de força persistente.

“A prevenção não significa abandonar o celular, mas mudar alguns hábitos. Alternar posições, fazer pausas e evitar manter o cotovelo dobrado por períodos prolongados são atitudes simples. E, principalmente, qualquer formigamento ou perda de força que persista ou se repita deve ser avaliado”, finaliza o especialista.

*Sob supervisão de André Rigue



Por CNN Brasil

Rubem Gama

Servidor público municipal, acadêmico de Direito, jornalista (MTB nº 06480/BA), ativista social, criador da Agência Gama Comunicação e do portal de notícias rubemgama.com.br. E-mail: contato@rubemgama.com.br

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