China reabre estrada da fronteira com Nepal e intensifica buscas no Tibete
A China reabriu totalmente, nesta quarta-feira (2), a única estrada que leva à passagem de fronteira de Gyirong, na fronteira com o Nepal, uma semana depois de a via ter sido destruída por inundações catastróficas. A medida permite que máquinas pesadas cheguem pela primeira vez ao centro da área atingida pelo desastre.
Equipes de resgate trabalharam ininterruptamente para reconstruir a rodovia nacional G216, depois que fluxos de detritos destruíram trechos da estrada quando o colapso de uma geleira provocou deslizamentos de terra e inundações em sistemas fluviais dos dois lados da fronteira entre China e Nepal, em 26 de agosto.
Antes da reabertura da estrada, a China vinha lançando equipamentos e suprimentos de helicópteros para os socorristas que atuavam na linha de frente, enquanto soldados utilizavam equipamentos de detecção de sinais vitais para procurar os desaparecidos, segundo a emissora estatal chinesa CCTV.
O avanço das operações foi prejudicado pelas chuvas persistentes e pelo terreno acidentado. As equipes precisaram trabalhar em um estreito desfiladeiro montanhoso, espremido entre encostas instáveis e um rio de correnteza forte. As autoridades também monitoravam lagos a montante que poderiam provocar novas inundações caso transbordassem.
Os riscos relacionados aos lagos diminuíram, mas os deslizamentos de terra ainda eram uma preocupação, segundo autoridades chinesas.
“Grande quantidade” de máquinas pesadas já chegou ao local onde ficava o complexo de inspeção da fronteira chinesa, juntamente com equipamentos para reforçar as operações de busca, informou a CCTV.
Várias equipes de resgate e escavadeiras realizam buscas intensivas por pessoas que continuam desaparecidas, segundo imagens divulgadas pela CCTV.
Equipes equipadas com dispositivos de detecção de sinais vitais e cães farejadores foram mobilizadas para as áreas mais atingidas do posto de fronteira, margens de rios, ravinas e trechos danificados das estradas, informou a emissora.
A China informou no domingo que 546 pessoas continuavam desaparecidas no Tibete, incluindo 261 estrangeiros de 23 países, enquanto o número de mortos era de 16. No Nepal, o total de mortos ultrapassou 1.000 na quarta-feira.
